Como implantar a coleta seletiva no condomínio



Atualmente, percebe-se uma crescente busca por uma vida mais saudável - e este movimento também se reflete dentro do condomínio. Uma ótima forma de contribuir, então, é organizar a coleta seletiva de lixo.


As vantagens da implantação da coleta seletiva no condomínio são inúmeras. Dentre elas, podemos citar a redução da proliferação de pragas, a preservação do ambiente, a geração de empregos entre os coletores e a melhoria da economia da sociedade e do condomínio, uma vez que uma das consequências da coleta é a redução de custos.


No Brasil, o controle de pragas é um trabalho importante a ser feito. Baratas, ratos, aranhas, moscas e mosquitos podem causar desconforto e trazer doenças. Já a preservação do ambiente é fundamental, dado que o lixo mal condicionado acaba atingindo rios e mares, além de contaminar o solo e o ar e propagar doenças graves. Outro fator importante é a geração de empregos: muitas ONGs são responsáveis pela coleta dos resíduos, bem como as prefeituras, o que leva à criação de novos postos de trabalho. Por fim, a redução de custos pode ajudar na redução dos valores condominiais e até na redução de impostos cobrados para o processamento do lixo.


Como implantar a coleta seletiva no seu condomínio


O primeiro passo é o estudo da legislação local a respeito da coleta. Cada cidade tem a sua. Uma coleta desorganizada pode causar contaminações graves no ambiente e também ferir pessoas, como no caso de cacos de vidro, madeiras com pregos, metais e outros objetos perfuro-cortantes. Portanto, estar de acordo com as leis evita multas e problemas mais graves. Essa consulta pode ser realizada diretamente com a prefeitura pela internet, telefone ou visitas.


O segundo passo é a mobilização de todos os moradores. De nada adianta uma estrutura de coleta de descarte adequada se as pessoas não colaboram. A primeira tarefa é reunir os condôminos e apresentar a ideia da destinação inteligente do lixo e seus benefícios, como os citados acima. Depois de decidido o início dos trabalhos, é vital educar os moradores sobre os procedimentos necessários para a coleta adequada. Outra grande dica é informar regularmente os benefícios da coleta seletiva de lixo no condomínio. Poucos sabem, mas muitas famílias e comunidades inteiras se beneficiam diretamente e exclusivamente de materiais reciclados. Saber que alguém depende do seu cuidado com o lixo para ter uma vida mais digna é um ótimo incentivo para se organizar e colaborar. Portanto, conecte os moradores às comunidades para ter benefícios ainda maiores.


Mas não pare por aí. Crie campanhas de conscientização a respeito da coleta do lixo. Vale de tudo: chamar um especialista para palestrar aos moradores, afixar cartazes com instruções, distribuir panfletos informativos, enviar e-mails educativos, postar vídeos simples no YouTube com tutoriais sobre os procedimentos, avisos nos elevadores etc. Quanto mais bem informados os moradores estiverem, mais irão colaborar.


Uma vez que todos toparam, é hora de organizar o sistema de coleta seletiva


Pois bem… Agora que todos os moradores toparam em entrar no jogo da coleta responsável do lixo, é essencial medir a quantidade de lixo produzida no seu condomínio. Um apartamento com duas pessoas gera em média 100 litros de descarte semanalmente. Já uma família de 4 pessoas pode gerar até 200 litros. Nesta lógica, um prédio de 10 andares com 40 apartamentos gera 8 mil litros de lixo por semana. Tenha isso em mente para saber o tamanho do espaço e a quantidade de lixeiras necessárias para deixar tudo organizadinho.


Uma vez calculada a área e o volume em litros de espaço necessário para o armazenamento do lixo, defina que resíduos serão coletados. Os principais, são: papel e papelão, plástico, vidro, metal, madeira e materiais orgânicos. Outros descartes contagiosos como baterias, pilhas, óleo de cozinha ou determinados produtos químicos, por exemplo, não podem ir para o lixo comum. O óleo de cozinha, por exemplo, deve ser recolhido em garrafas PET e descartado em locais específicos, como terminais de ônibus, supermercados e postos de saúde.


Sendo assim, é imprescindível educar a todos a respeito de que tipo de materiais serão organizados, e como. É muito comum as pessoas confundirem as lixeiras. Outro problema grave e muito comum é o fechamento incorreto dos sacos de lixos e sacolas. Portanto, reforce a importância do máximo cuidado com o lixo.


Tudo alinhado, é hora de adquirir as lixeiras coloridas. Cada uma é destinada a um tipo de material, a dizer: azul (papel e papelão), vermelho (plástico), verde (vidro), amarelo (metal), preto (madeira) e marrom (materiais orgânicos). Uma vez adquiridas, sinalize o local de coleta. Cuide para que as lixeiras não invadam espaços de garagens ou de passagem de pessoas. E vale a pena escolher um local mais reservado por razões visuais. Mas é imprescindível que seja um local seco, seguro, de fácil acesso a idosos e PNE, e protegido do acesso de crianças e animais domésticos.


Fique atento ao correto destino do lixo e agende horários para realizar a entrega aos coletores


Depois disso, vale lembrar que o lixo não vai sair do lugar sozinho. Por isso, é importante selecionar e treinar uma equipe para organizar as lixeiras, fechar os sacos e entregar os resíduos aos coletores. Os serviços de coleta geralmente tem dia e hora para passar, então informe os moradores e prepare a sua equipe para estar pronta na hora certa. Também é vital atentar a todos para o uso de equipamentos de segurança como luvas e botas, e consultar a contabilidade a respeito de adicionais por insalubridade.


Uma última dica é realizar parcerias com ONGs e outras organizações de processamento de resíduos. Elas são ótimas aliadas para que o seu descarte seja corretamente destinado, processado, reciclado e volte ao mercado de forma limpa e sustentável, garantindo assim que tenhamos um planeta mais limpo e sadio.


Fonte: Vida de Síndico